terça-feira, 1 de outubro de 2019

A Saga (cidade)

Fala rapaziada!

Peço desculpas pela demora entre um texto e outro, mas é bem difícil escrever quando não se está muito bem com o futebol, mas vamos lá... Torcer para o Vitória tem se tornado uma saga e é preciso muita sagacidade pra não desistir. Temos que driblar a decepção com as seguidas, péssimas, administrações que vão levando o clube a um buraco, cujo fim tem demorado bastante de chegar. Tem que ter muito amor pra não abandonar. Tem que ter muita paixão pra não desistir. Muito complicado sair de casa pra ver seu time, quase sempre cambaleante, sucumbir diante de adversários, que outrora, nem de longe nos assustaria. Deixamos de ser impiedosos com nossos rivais para ficarmos acuados em nossos domínios. E ainda me inventam jogar na tal da Arena... Que sacrilégio com o nosso Santuário. Nossa casa é o Manoel Barradas, o Barradão. Lá, sempre, nos sentimos à vontade. Sim, perdemos alguns jogos importantes lá também, mas lá nos sentimos em casa. O Barradas é o nosso palco, tem as nossas cores, tem a nossa história. Não adianta criar subterfúgios para mudar nossa caminhada. Se for para cairmos, que caiamos lá. De pé. Como em outras vezes. E sigamos. Seguirmos firmes contra dirigentes que sugaram, e sugam, todas as nossas forças. Não são, nem nunca serão, mais fortes que o Esporte Clube Vitória.

Como miséria pouca é bobagem, o rival vai bem, obrigado. E isso dói na torcida do Vitória, assim como o fato de o Vitória jogar na Fonte Nova dói na torcida deles. Faz um campeonato seguro, com padrão de jogo e, passou a ser uma realidade na competição. Lembra muito o Vitória de 2013, que ganhou corpo durante o campeonato e conseguiu um 5º lugar, melhor colocação de uma equipe do Nordeste na era dos pontos corridos. Quanta saudade! E esse Brasileirão ganhou força. Amparado nos excelentes times que Flamengo e Palmeiras montaram aliado a equipes bem competitivas como Santos, Inter, Sãp Paulo e Bahia. Tudo ileva a crer que o segundo turno será emocionante. E tenso...

Pra terminar, aguardando ansiosamente por Grêmio x Flamengo na quarta feira, também conhecida como amanhã. E, enquanto, não chega, vamos degustando Boca X River. Que beleza de semis da Liberta...

Até a próxima e um beijo no coração de todos!







terça-feira, 10 de setembro de 2019

Domingo em 84

Fala rapaziada! Beleza?!

Ontem, o Esporte Clube Vitória anunciou que mandará seus jogos, a partir do próximo sábado, na Arena Fonte Nova. E quantas recordações boas a Fonte Nova me traz. A lembrança mais antiga, data de 1984. Um BAVI. E que BAVI. Já entramos no estádio com o jogo começado e com um penalti marcado a favor do Vitória. Na minha cabeça, de uma criança de 08 anos, era certo que Lula Mamão, eu tinha uma camisa numero 8 em homenagem a ele, iria cobrar e sairíamos na frente do placar. Eis que Ricky coloca a bola na marca da cal e diz que quem bate é ele! E bate. E Ronaldo defende. E o juiz manda voltar. Polêmica. Confusão. Esperança de Lula tomar a bola e cobrar dessa vez. Nada. Depois de 15 minutos, Ricky repete a cobrança e Ronaldo defende novamente. Uma ducha de água fria. Pra completar, o excelente zagueiro Fernando falha e o Bahia faz 1x0. O filme desse jogo é perfeito em minha mente, mesmo depois de 35 anos. Era o começo de duas paixões. Pelo Vitória e pelo estádio.

Foram incontáveis jogos, sempre com meu pai, meu avô, meu padrinho. Muitas rodadas duplas, tão frequentes nas décadas de 80 e 90, muito caldo de cana e suco no saco plástico. Até que veio a "independência" futebolística de estádio em 92. Não precisava que ninguém mais me levasse à Fonte Nova. E fui em muitos jogos da campanha da série B de 92. E continuei a ir na linda campanha do Brasileirão de 93, ao som de Chocolate da Bahia e sob o encanto de Alex Alves, Paulo Isidoro, Roberto Cavalo, entre outros. Era bom demais ir na Fonte. E veio 94. E se pudesse tinha acabado esse ano em Julho. Vi o Vitória dar 2 chocolates no Bahia. 4 x 0 duas vezes, fora o baile. Mas aí, apareceu um sujeito de nome Raudinei, que nem titular era. E não é que o desgramado fez aquele gol. Que raiva do técnico do Vitória que não levou um zagueiro para o banco. Que raiva de João Marcelo, que mais uma vez pipocou com a camisa do Leão, como já havia feito contra o Palmeiras no ano anterior.

E aí surgiu o Barradão. E aí a Fonte Nova foi se deteriorando até sucumbir em tragédia. Então, em 2013, foi reconstruída. Padrão FIFA, sem o mesmo charme, sem a mesma energia. Mas, estava presente na sua reinauguração. E que presente recebi. Um 'showcolate". 5 x 1, fora o baile. Depois um 7 x 3. Outro baile, mas confesso que o encanto não é o mesmo. Tive o privilégio de assistir uma Copa das Confederações, uma Copa do Mundo e uma Olimpíada na nova Arena, bem mais confortável, que te protege da chuva e tem banheiros limpos, mas, confesso senhores, nada será tão inesquecível quanto aquele domingo de 84 em que meu pai me apresentou um grande amor de minha vida!